Emagrecer com a bicicleta ergométrica
Quase sempre a história se repete: você
compra umabicicleta ergométrica com a intenção de emagrecer, mas, no final das contas, a bike acaba esquecida num canto da casa, virando cabide ou porta-bolsas. Mesmo na academia ou no salão de ginástica do prédio, a cena se
repete: todo mundo lota asesteiras e o transport enquanto as
pobres das bicicletas ergométricas ficam em segundo plano. Porém, essa rejeição
à bicicleta ergométrica não tem qualquer fundamento: ela é uma arma infalível
para enxugar a gordura e deixar seu corpo magrinho e bonito. “Bicicleta ergométrica emagrece. Pedalar é um
exercício aeróbico muito eficiente para quem quer perder peso e melhorar o
condicionamento físico”, segundo o professor Vinicius Dias. E saiba ainda: além
de emagrecer, você vai dar uma bela modelada nas pernas e no bumbum, já que
o trabalho muscular nessa região é intenso.
Já está mais do que na hora de colocar
a bicicleta ergométrica para trabalhar a seu favor. O professor Vinicius montou
um programa ideal para quem vai começar a pedalar, mas já tem um nível de
condicionamento físico razoável. “Na primeira semana, o exercício é mais
tranqüilo para a adaptação. A partir da segunda, você começa a pegar pesado.” O
plano dura um mês e a variação do ritmo e da carga é que deixa a malhação mais
eficiente. Essa é a grande sacada do treino intervalado: você começa pedalando
devagar, depois aumenta o ritmo, desce novamente, dá um pique rápido… “Esse
tipo de exercício físico promove uma queima calórica maior do que o treinamento contínuo
porque você agüenta pedalar por mais tempo”, garante o professor. Por isso, dá
para perder até 4 quilos em quatro semanas – desde que você não
passe a comer mais do que está acostumada. Se quiser continuar seguindo o
programa depois de um mês, basta aumentar a carga, mantendo a regularidade de
quatro vezes por semana e respeitando a freqüência cardíaca indicada. Bom
treino!
Carga e ritmo de
treino na bicicleta ergométrica
Acerte a carga para
intensificar o trabalho muscular
Todos sabemos que o peso é um dos
recursos para intensificar o trabalho muscular. Quanto mais pesada estiver a
bicicleta ergométrica, maior o estímulo nos músculos das pernas e do bumbum. As cargas variam
muito de acordo com o equipamento, mas geralmente são medidas em uma escala que
vai de 1 a 10. Caso sua bicicleta tenha outra escala, você pode utilizar a
percepção de esforço (abaixo) ou fazer uma continha: veja qual é o peso máximo
da bike, divida por três e encontre as três
faixas de carga para o treinamento.
Carga baixa: de 1 a 3. Você
praticamente não percebe o trabalho muscular.
Carga intermediária: de 4 a 6. Você
sente o trabalho muscular.
Carga alta: de 7 a 10. O
trabalho muscular é muito intenso.
Entre no ritmo para emagrecer
com a bike
Saiba que o que
vai determinar a intensidade das pedaladas é a sua freqüência cardíaca. É
importante monitorá-la e mantê-la dentro da faixa indicada no treino na bike.
Para isso, o primeiro passo é calcular a freqüência cardíaca máxima (FCM),
subtraindo a sua idade de 220. Se tem 20 anos, FCM: 220 – 20 = 200. Para
pedalar entre 65% e 70% da FCM, faça o cálculo: se a sua FCM for 200, a conta é
200 x 0.65 (130) e 200 x 0.7 (140). Bem, isso significa que você terá que
manter o batimento cardíaco entre 130 e 140 vezes por minuto. Se tiver
freqüencímetro, melhor (os modelos mais baratos custam, em média, 150 reais). O
aparelho mede com precisão seus batimentos cardíacos e avisa quando você sai da
faixa indicada. Caso não tenha, utilize a tabela de percepção de esforço
abaixo.
65%
da FCM –
Fácil. Não modifica a respiração, não cansa as pernas, é um passeio de
bicicleta.
70%
da FCM –
Moderado. Respiração ainda normal, pernas começam a sentir a resistência do
pedal, saindo da zona de conforto.
75%
da FCM –
Moderado alto. Respiração quase ofegante, pernas sentem a resistência do pedal,
levemente desconfortável.
80%
da FCM –
Forte. Respiração ofegante (mas consegue suportar), pernas levemente cansadas,
desconfortável.
85%
da FCM –
Muito forte. Respiração bem ofegante, pernas cansadas, sensação de que não dá
para agüentar muito tempo.
90%
da FCM –
Extenuante. Respiração extremamente ofegante, pernas muito cansadas, sensação
de querer parar o mais rápido possível






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